Minha mãe é cuidadora, e à três anos Deus pôs uma jóia em nossas vidas.
O nome dela é Diana e quando ela se foi tinha 84 anos. Diana tinha Alzheimer e por mais que toda vez que eu fosse vê-la tivesse que me apresentar, eu não me importava. Eu até gostava porque assim ela poderia me conhecer todo dia e eu embora não me esquecesse dela nunca, poderia me encantar todo dia também.
Parecia uma criança. Ela era linda... Me recebia todo os dias com um 'Oi' imenso e um sorriso cheio de dentes embora postiços, rs. Sete meses atrás esse sorriso ainda me dava tudo que me faltava, ela era uma espécie de reduto de paz.
Minha avó biológica, ela mora longe, e com todo amor que eu sinta por ela, pela Diana era diferente... Mágico, sabe? Não. Não sabe.
Não há lembranças onde ela não esteja e os "bordões" que ela criou continuam presentes nas frases ditas, ouvidas, pensadas...
Morrer ela não morreu não. Ela tá aqui, agora... e agora... e agora... agora...