Faz dez dias que eu completei 17 anos e eu não sinto o peso dá idade. É como se nada tivesse acontecido. Minhas responsabilidades não aumentaram, não amadureci e continuo agindo da mesma forma de antes.
São só dez dias, oq pode mudar num intervalo de tempo tão pequeno, né?
Dez dias... 240 horas...Nove noites...
Foi num belo dia de tempo nublado.As pessoas estavam naturalmente introspectivas e o celular foi o meio de comunicação para que eu ouvisse a notícia mais triste desses últimos 17 anos. Diana havia morrido.
Eu senti meu mundo desabar, naquela hora fiquei cega e surda. Foi como se estivessem retirando dolorosamente uma faca do meu peito. Depois de muito terem enfiado.
Enquanto ela estava ali, deitada numa caixa de madeira, fria e dura, eu a cutucava esperando ouvi-la dizer ''para com isso menina''. Mas ela não falou nada...
Eu abri seus olhos para poder olha-los só por mais uma vez, e tentar camuflar aquela imagem mórbida e aquele corpo frio.
Eu queria entender como as pessoas superam uma perda assim. Saber que nunca mais vão ve-la, que nunca mais vão ouvi-la, que nunca mais vão senti-la fazer aquele carinho gostoso em sua cabeça. Como, meu Deus?
Se fosse à sete dias atrás, eu andaria dez minutos e poderia ouvir, sentir e ver oq hoje, eu não posso mais.
Toda vez que a saudade aperta, eu deixo que ela escorra por meus olhos. Só tenho a guardar boas lembranças de você que me fez tão bem.
A única pessoa que fazia com que eu me sentisse à vontade com relação aos meus sentimentos. Eu não tinha o menor receio em dizer que te amava, e te amo, muito.
Se eu soubesse que aquela seria a última vez que te veria. Ah, se eu soubesse...Eu teria pedido só mais um abraço...
Eu imagino o quanto você estava feliz em seu velório. Ali estava grande parte das pessoas que você amava e que não conseguiu reunir em vida. Muitos chorando por remorço, e outros tantos, de saudades.
Como neste momento em que meus olhos enxem d'agua, por sentir sua falta.
Eu acho que terão que criar novas palavras pra descrever a falta que você me faz e o quanto eu sinto saudades.
Eu sei que você sabe que é tudo verdade e de coração oq eu tô escrevendo. Eu sei, e você sabe...
Te amo, com toda a intensidade dessa frase e sem qualquer banalidade dela.
"Se o mundo é do jeito que vejo,prefiro acreditar no mundo do meu jeito".
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Qual o tamanho de uma pessoa?
Como se mede uma pessoa? Os tamanhos variam conforme o grau de envolvimento. Ela é enorme pra você quando fala do que leu e viveu, quando trata você com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri destravado. É pequena pra você quando só pensa em si mesmo, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: a amizade.
Uma pessoa é gigante pra você quando se interessa pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto. É pequena quando desvia do assunto.
Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma. Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos clichês.
Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas: será ela que mudou ou será que o amor é traiçoeiro nas suas medições? Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande. Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo.
É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos. Nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de ações e reações, de expectativas e frustrações. Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente, se torna mais uma. O egoísmo unifica os insignificantes.
Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande. É a sua sensibilidade sem tamanho.
(Martha Medeiros)
Uma pessoa é gigante pra você quando se interessa pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto. É pequena quando desvia do assunto.
Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma. Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos clichês.
Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas: será ela que mudou ou será que o amor é traiçoeiro nas suas medições? Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande. Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo.
É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos. Nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de ações e reações, de expectativas e frustrações. Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente, se torna mais uma. O egoísmo unifica os insignificantes.
Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande. É a sua sensibilidade sem tamanho.
(Martha Medeiros)
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